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Falta do hábito de se exercitar virou epidemia no Brasil

Inatividade física já estaria relacionada a 300 mil mortes por ano no país O Brasil vive uma epidemia de inatividade física que provoca nada menos do que 300 mil mortes por ano no país. O alerta foi feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud)  nesta sexta-feira, durante o lançamento do Prêmio Mais Movimento, em São Paulo. No mundo, esse número chega a 5,3 milhões de óbitos relacionados à falta do hábito de se exercitar ao menos 30 minutos por dia. – A inatividade vem piorando ano a ano, e isso não compromete somente o desenvolvimento físico, mas também intelectual e emocional. Temos de barrar isso – reforçou Niky Fabiancic, coordenador residente do Sistema das Nações Unidas e representante-residente do Pnud no Brasil. Uma das metas do prêmio – voltado a iniciativas individuais, coletivas, públicas e privadas – é disseminar boas ideias que promovam a prática de exercícios, cuja falta está relacionada a doenças como hipertensão, obesidade, diabetes e depressão. As propostas poderão envolver experiências positivas para crianças, valorizando a atividade física desde cedo, ou voltadas ao dia a dia de pessoas de todas as faixas etárias. Os projetos devem ter pelo menos seis meses de existência e uma preocupação com o papel de inclusão do esporte. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site premiomaismovimento.org.br até 29 de maio. – Queremos valorizar e premiar iniciativas que tenham esse olhar universal, de inclusão – diz Juliana Soares, coordenadora de projetos do Pnud. Durante o lançamento do prêmio, a coordenação do Pnud no Brasil informou que está preparando um novo Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional (RDH), em que será explorada a relação da população brasileira com a atividade física. Dados do Ministério do Esporte de 2015 apontam que somente 55% dos brasileiros ativos são envolvidos com esportes ou atividade física. O dado é mais preocupante quando se considera gênero: a frequência de atividade física entre os homens é de 41,6%, enquanto entre as mulheres é de 30,4%. – Não há como um país se desenvolver com índices de obesidade e doenças relacionadas à inatividade crescendo. É preciso mudar essa cultura – disse a coordenadora do Pnud no Brasil, Maristela Baioni. Os dados desse relatório devem estar organizados até o início do ano que vem. Até lá, o programa pretende, além do prêmio, ampliar a atuação em escolas e instituições para melhorar a formação de professores e agentes sociais quanto aos conceitos de atividades físicas e, em parceria com o MEC, IBGE, Ministério da Saúde, entre outros órgãos, realizar uma pesquisa sobre esporte e atividade física nas escolas, como fator de desenvolvimento humano. Número Segundo a OMS, apenas 30% da população mundial é fisicamente ativa e somente entre 2% e 5% fazem exercício em volume ideal (30 minutos por dia)   FONTE: ZERO HORA

Fazer exercícios em jejum queima músculos e preserva gorduras

A sabedoria do corpo humano não tem limites. O mecanismo de controle de vida e da sobrevivência é um dos que faz da espécie humana A sabedoria do corpo humano não tem limites. O mecanismo de controle de vida e da sobrevivência é um dos que faz da espécie humana uma vitoriosa na adaptação ao longo dos séculos de desenvolvimento. Esse controle passa pela eficiência no gerenciamento da energia utilizada para a produção de trabalho dos deslocamentos, para obter comida, reproduzir a espécie e vencer inimigos, isso tudo supervisionado por um cérebro privilegiado que garante as funções vitais, intelectuais e cognitivas. Poupar e estocar energia passa, então, a ser crucial para as espécies. A reposição dos estoques e a troca do tecido gasto (catabolismo) por um novo (anabolismo) exige repouso (sono) o que também consume energia. Quando estamos acordados o principal combustível para executar as tarefas de sobrevivência é a glicose. Sem ter ingerido alimento, durante a fase de descanso prolongado o organismo vai buscá-la nos depósitos, tecido adiposo estocado para esta ocasião, entre outras. O objetivo é manter seu nível constante em todos os tecidos para as funções diversas que estão sendo executadas. O cérebro devidamente suprido por esse combustível, analisando o quadro descrito, seguramente irá somar 2 mais 2: se eu permanecer em jejum após o despertar e fizer exercício, vou queimar gordura e emagrecer! Correto? Não! A coisa pode funcionar por um curto período de tempo: com o estoque reduzido de glicogênio pelo longo tempo sem comer, as reservas de energia, o tecido gorduroso, são acionadas para fazer a reposição, pois esta é a substância responsável por manter todas as funções do corpo humano. Mas, e sempre temos um “mas”, se você está pensando em consumir rapidamente seu pneuzinho de gordura com esse truque, saiba que ele tem validade. Como tudo no funcionamento do corpo humano, a utilização dessa reserva nessas condições foi dimensionada para uma situação de repouso, o sono, já comentado. Ao iniciar uma atividade física em jejum, depois de uma noite de sono e, com a lipólise em andamento para produzir glicogênio e glicose, em determinado momento haverá um entendimento normal e fisiológico de que há dificuldade de se achar alimento. Neste momento, as reservas energéticas – a gordura, passará a ser poupada e os músculos, as proteínas, serão recrutadas para o processo de produção de energia. Veja que este é um bom caminho para parecer magro, ou seja, ser um falso magro. Ao prolongar o jejum e repetir a atividade com privação de alimentos energéticos, os estoques de gordura serão preservados e os músculos consumidos. Você ficará mais magro, mas mais flácido também. Outro fator a ser levado em consideração é o mal estar que a atividade em jejum traz. Tontura, fraqueza, náuseas e vômitos podem ocorrer durante a atividade sem contar que o rendimento que terá a tendência de cair na tentativa de poupar energia. O consumo forçado de proteínas para produção de energia também tem seu lado negativo. Desenhado para ser utilizado em emergências, prolongando a sua utilização pode sobrecarregar os rins e fígado durante todo o processo metabólico de uso do músculo para executar o exercício e para o consumo de energia. Bem, o que devemos concluir disso tudo? Mais uma vez que não existe fórmula mágica para consumir as gordurinhas indesejadas. Tudo passa pelo bom senso e esse nos diz que dieta equilibrada com atividade física regular e programada é o melhor caminho. Fonte: Portal da Educação Física  

Postura e descanso são importantes para evitar lesões por esforço repetitivo

O corpo humano não foi projetado para muitas das atividades que hoje pertencem à nossa rotina. Ficar sentado diante do computador durante horas, todos os dias, pode causar dores, dificuldades de movimentação e formigamento nos dedos. Esses e outros sintomas estão ligados à LER (lesão por esforço repetitivo), tema do Bem Estar desta sexta-feira (6). A LER não é uma doença propriamente dita, mas engloba todos os problemas nos ossos e músculos que tenham origem em atividades repetitivas. Normalmente, o mal está ligado ao trabalho, mas isso não é regra. As lesões são mais recorrentes em pessoas que digitam muito ou apertam mouse, atendem e transferem telefonemas ou fazem fotocópias. Em casa, os serviços domésticos também desencadeiam problemas, por isso é preciso segurar corretamente panelas e vassouras. A lesão mais comum é a tendinite, uma inflamação nos tendões. Outras recorrentes são a síndrome do túnel do carpo, a tendinite de Quervain, o dedo em gatilho e o cotovelo de tenista (veja na arte acima). Os especialistas falaram, ainda, sobre os cuidados que se deve ter para evitar o surgimento de dores. Três aspectos são fundamentais para reduzir os riscos: é preciso fazer pausas durante qualquer atividade e saber respeitar os limites do corpo; a altura e a posição dos aparelhos precisa estar adaptada à pessoa; e é necessário ter atenção com a postura. Em qualquer atividade que se faça, é importante usar todo o corpo. Pense no movimento que você realiza, por exemplo, quando se abaixa para pegar um objeto pesado no chão – o ideal é dobrar os joelhos e usar as duas mãos. Esse tipo de raciocínio serve para todos os trabalhos braçais. No caso do computador, em que a LER é comum, o que se deve observar é a posição dos objetos. A cadeira e a mesa devem ficar na altura que proporcione maior naturalidade e conforto a quem estiver sentado. A posição mais recomendada do monitor é à altura dos olhos, para evitar que a pessoa abaixe a cabeça e force o pescoço. Para usar o teclado e o mouse, o ideal é que o cotovelo forme um ângulo de 90 graus. Os dois pés devem ficar apoiados no chão e, se a máquina for compartilhada por indivíduos de alturas diferentes, o uso de almofadas pode resolver o problema. Quando o notebook ficar em cima da mesa, deve ser usado da mesma maneira que o desktop – computador convencional. Para isso, é recomendado colocar um suporte debaixo do computador, para que ele não fique muito baixo em relação aos olhos. Teclado e mouse também devem ficar na altura certa.   Fonte: Bem Estar

Posso queimar gordura correndo?

Perder peso na corrida é diferente de queimar gordura correndo. Entenda o porquê e o que é preciso fazer nos treinos e dieta para, finalmente, emagrecer A corrida de rua é uma ótima alternativa para perder peso e centímetros. Mas quando o assunto é a queima de gordura, o tema fica um pouco mais complicado. Em um primeiro momento a perda de água durante o exercício é bastante grande, fazendo com que você perca peso. Mas, depois dessa primeira fase, começa o processo de eliminar gordura, que é muito mais difícil porque está ligada a intensidade dos treinos e a aceleração metabólica. Entender a diferença entre a queima de gordura e a perda de peso, realmente, não é tão simples. Por isso, explicamos o que é cada uma delas e o que você precisa fazer para conquistar o corpo dos sonhos. Como acontece a queima de gordura? O corpo usa carboidrato e gordura como fonte de energia para a corrida. A proporção de carboidratos e de gordura que ele aciona depende da velocidade e da intensidade do seu treino. Para corridas de alta intensidade, como os intervalados, o corpo vai confiar mais nos carboidratos como combustível principal, porque eles fornecem energia de forma mais rápida. Mas quando você corre por muito tempo e em um ritmo mais lento, o organismo começa a usar a gordura como fonte de energia. É aí que a queima de gordura é facilitada. O gasto energético de uma atividade está relacionado à intensidade do exercício. Apesar de as corridas com intensidades maiores gastarem mais calorias, a queima de gordura é facilitada em treinos mais longos. O que é preciso para perder peso correndo? Provavelmente, você deve estar pensando agora que para perder gordura é preciso, apenas, fazer treinos maiores e mais lentos. Apesar de facilitar a perda de gordura, essa não é uma verdade absoluta. Na realidade, quando você está tentando perder peso, não importa tanto o tipo de combustível que você usa. Só porque o seu corpo recorreu à gordura como energia não significa que você está perdendo gordura ou queimando mais calorias. Para perder peso, de fato, você precisa queimar mais calorias do que ingere. A regra é simples. O emagrecimento depende não somente do gasto energético em exercícios, mas também da taxa metabólica basal, que somados geram a quantidade total de calorias gastas por dia. Por isso, a somatória de calorias ingeridas diariamente não deve ultrapassar a quantidade de calorias gastas na corrida. É isso que gera um balanço calórico negativo e, consequentemente, faz com que você enxugue. Se você apostar em atividades aeróbias somadas a um acompanhamento nutricional voltado para o emagrecimento já verá os resultados nas primeiras semanas. FONTE: O2 por minuto

Sedentários têm um risco dobrado de sofrer com doenças do coração

Estudos recentes demonstraram que obesos ativos possuem menor risco de saúde do que magros sedentários. Segundo a Federação Mundial de Cardiologia, pessoas que não se exercitam possuem um risco duas vezes maior de sofrer doenças do coração, ter pressão alta e desenvolver diabetes, independente do fato de estar ou não acima do peso. Além disso, duas pesquisas recentes feitas pela Revista Europeia do Coração divulgaram que pessoas com obesidade, porém consideradas saudáveis após exames, tiveram um risco 38% menor do que as não saudáveis de morrer por qualquer causa. No primeiro estudo, a redução de morte por doenças cardiovasculares ou câncer foi de 30% a 50%. O desempenho desses participantes que estavam acima do peso, mas que mantinham bons hábitos foi, ao longo do tempo, similar ao dos magros saudáveis. O outro trabalho, porém, analisou a mortalidade de 64 mil suecos com problemas cardíacos (como angina e infarto) submetidos a um exame de imagem para determinar a saúde de suas artérias coronárias. Os resultados mostraram que aqueles que estavam muito magros ou com obesidade mórbida corriam mais risco de morrer do que pacientes intermediários, com sobrepeso ou obesidade moderada. Os dados apontam que o melhor condicionamento físico das pessoas saudáveis com obesidade foi responsável pelo menor risco de morte. Eles afirmam que o exercício tem ação anticoagulante, ajuda a dilatação dos vasos e melhora a resistência à insulina, tendo um efeito contrário ao da obesidade, sendo, portanto, melhor ser uma pessoa acima do peso que se exercita do que um magro sedentário. – Estar obeso aumenta o risco de morte prematura. Ser sedentário, da mesma forma aumenta este risco. Com os fatores ocorrendo simultaneamente (como é mais comum), o risco é potencializado. Não adianta apenas não ter sobrepeso. É preciso ser fisicamente ativo – destacou o professor de educação física Vinicius Coelho, da Academia Iron Box. A carioca Luísa Capanema, de 22 anos, é um exemplo disso. Ela praticou esporte quando criança e adolescente (vôlei, basquete, natação e musculação), mas entre idas e vindas não conseguiu emagrecer. No ano passado, estava sedentária, havia engordado 20kg e as taxas de colesterol e glicose estavam elevadas (pré-diabética). Resolveu dar um basta, começou a fazer dieta e a praticar atividade física regularmente. Conseguiu eliminar em pouco mais de um ano 19,6kg e viu as taxas se normalizarem, ainda que com sobrepeso. – No meu último exame de sangue a minha glicose estava em 75mg/DL, o colesterol dentro do limite saudável e a pressão normal (12/8). Meu objetivo é atingir o peso ideal, que é perder mais 15kg. Modifiquei minha alimentação, cortando alimentos calóricos e inseri o spinning e a corrida na minha vida. Permanecerei com a mesma rotina de exercícios, pois é nítido que sem a prática de exercícios tenho um risco duas vezes maior de sofrer doenças, independentemente do meu peso – afirmou Luísa, que atualmente treina cinco vezes por semana e baixou de 107,6kg para 88kg. Gordura corporal x abdominal Especialista do Eu Atleta, o cardiologista Nabil Ghoraeyb explicou que a prática esportiva e a distribuição da gordura corporal também estão correlacionadas com as complicações e a proteção da saúde.   – A obesidade uniforme é diferente daquela que é só abdominal. É possível que um obeso uniforme tenha uma saúde normal. Essa obesidade abdominal pode levar a casos de diabetes e colesterol alto, tanto no homem quanto na mulher – explicou o médico. A nutricionista Cristiane Perroni também abordou o tema em sua coluna no Eu Atleta. Ela destacou que existem dois tipos de obesidade: androide e ginoide. A androide é mais predominante entre homens e mulheres após a menopausa. O indivíduo possui um formato parecido com uma maçã, com maior acúmulo de células de gorduras na região torácica e abdominal. Este tipo de obesidade é de alto risco, com maior propensão a doenças cardiovasculares e morte prematura, e tendência a maiores complicações metabólicas como dislipidemias, resistência à insulina, diabetes de tipo 2, síndrome metabólica, inflamações e trombose. A obesidade ginóide é predominante entre as mulheres. O indivíduo possui formato parecido com o de uma pera e está sujeito a um maior acúmulo de gordura nas coxas e quadris. – Obesidade e bem estar não “andam juntos”. Não devemos seguir a ditadura da beleza, mas, sim, manter um peso que não sobrecarregue as articulações e não limite os movimentos do corpo. Adotar um estilo de vida saudável com prática de exercícios físicos e alimentação equilibrada e prazerosa é a melhor alternativa – encerrou Cristiane.   FONTE: EU ATLETA

Postura correta evita futuros problemas de coluna

Os números não negam. Mais de 54 milhões de brasileiros sofrem de algum tipo de problema na coluna, e a maioria desses casos poderia ter sido evitado apenas com a adoção de uma postura correta.A postura errada quando nos exercitamos, sentamos ou simplesmente andamos pode ser a responsável por diversas doenças, como LER (Lesões por Exercícios Repetitivos), hérnia de disco, escoliose, entre outras.Essas doenças, em graus avançados, acabam muitas vezes ditando o modo em que vamos viver. Para evitar que fiquem presas a elas, especialistas em coluna indicam que todas sejam tratadas por profissionais.A LER geralmente aparece durante o trabalho. É nele que você passa a maior parte do seu dia, por isso é muito importante garantir que durante essas horas, sua postura esteja adequada.Verifique se os instrumentos de trabalho (mesas e cadeiras) estão dispostos corretamente para sua altura e certifique-se de que você está sentada na posição mais confortável para sua coluna.Na academia, não se esqueça de checar se os aparelhos correspondem ao seu peso e altura.Alinhamentos posturais, alongamentos, fortalecimentos, trabalho de consciência corporal e reeducação postural, a fim de evitar e corrigir problemas, são as principais dicas para quem já vem sofrendo com dores na coluna.Fonte: Portal da Educação Física

Exercício intenso pode causar problema cardiovascular

Estudos concluem que exagerar na atividade física eleva risco de ataque cardíaco, derrame e arritmia. Mas isso não é um convite ao sedentarismo: pesquisadores alertam que qualquer exercício é melhor do que nenhum.    Fazer exercícios intensos regularmente pode ser maléfico à saúde cardiovascular. Segundo dois estudos, um alemão e outro sueco, ambos publicados quarta-feira no periódico Heart, exagerar na atividade física aumenta o risco de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral (AVC) e arritmia.  Mas isso não é um incentivo a não fazer nenhum exercício. Os pesquisadores ressalvam que se exercitar em qualquer quantidade é melhor do que ser sedentário.   Os cientistas do Centro de Estudo Alemão de Câncer mediram por dez anos a frequência e a intensidade de atividade física, além da taxa de mortalidade, de mais de 1.000 pessoas com doença arterial coronariana cardíaca estável.   Todos os participantes, com idade média de 60 anos, tinham participado de um programa de reabilitação cardíaca, que incluía exercícios regulares. Dos voluntários, 30% praticavam exercícios menos de duas vezes semanais (sendo que 10% nunca ou raramente praticavam), 40% duas a quatro vezes e 30% mais que quatro.   Ao compilar os dados, os cientistas detectaram, sem surpresa, que os sedentários tinham quatro vezes mais probabilidade de morrer de quaisquer causas do que os ativos fisicamente, sendo o risco de ataque cardíaco ou derrame duas vezes superior.   A constatação inesperada foi que os voluntários que praticavam os exercícios intensos mais de quatro vezes por semana também tinham duas vezes mais probabilidade de morrer de ataque cardíaco ou derrame do que aqueles que malhavam com menor frequência.   Já a pesquisa sueca, realizada por estudiosos do Departamento de Cardiologia do Hospital Karolinska, perguntou a mais de 44.000 homens, com idades entre 45 e 79 anos, sobre o tempo dedicado à atividade física nas idades de 15, 30 e 50 anos, e sobre cada ano depois dos 60 anos. A saúde cardíaca dos participantes foi acompanhada por doze anos, em média, desde 1997, período em que foi documentado quantos voluntários desenvolveram arritmia cardíaca e fibrilação atrial, um conhecido fator de risco do derrame.   Os pesquisadores constataram que os homens que se exercitaram intensamente por mais de cinco horas semanais tinham 19% mais probabilidade de desenvolver arritmia aos 60 anos do que aqueles que praticaram atividade física por menos de uma hora por semana. O risco subiu para 49% quando se realizava mais de cinco horas de exercício por semana aos 30 anos — grupo que, posteriormente, fazia menos de uma hora de atividade aos 60 anos.   “Esses dados precisam ser analisados com cautela. Nós podemos, definitivamente, dizer que qualquer quantidade de exercício é melhor do que o sedentarismo”, disse ao site de VEJA Ute Mons, líder da pesquisa alemã. “Minha recomendação é que pacientes com problemas no coração estabeleçam sua ‘dose’ de exercício junto com o médico e o educador físico.”   Fonte: Portal de Educação Física

Caminhar até o trabalho ajuda a emagrecer e a sair do sedentarismo

Esses deslocamentos diários e frequentes provocam um gasto calórico extra e incluem mais movimento na sua vida. Isso se faz tão importante, que pesquisas mostram que indivíduos que possuem hábitos diários de atividades com mais movimentos perdem mais peso que indivíduos que fazem três dias de academia. Isso quer dizer que precisamos colocar atividade física diariamente em nossa vida para termos resultados efetivos.    Fonte: Por Fernanda Andrade no Portal MINHA VIDA As caminhadas realizadas como deslocamento, como ir ao mercado, ir ao trabalho, ou mesmo, até um ponto de ônibus são muito válidas no processo de emagrecimento e condicionamento físico.   A quantidade de passadas que damos ao longo do dia contam como atividade física. O ideal é chegar próximo de 10.000 passos ao final do dia, mas comece devagar, com 5.000 passos você já sairá do sedentarismo. Você poderá medir o número de passadas com um pedômetro ou mesmo um aplicativo de celular que quantifique as passadas dadas no seu dia.   Esses deslocamentos diários e frequentes provocam um gasto calórico extra e incluem mais movimento na sua vida. Isso se faz tão importante, que pesquisas mostram que indivíduos que possuem hábitos diários de atividades com mais movimentos perdem mais peso que indivíduos que fazem três dias de academia. Isso quer dizer que precisamos colocar atividade física diariamente em nossa vida para termos resultados efetivos.   O tênis é o mais indicado para esses deslocamentos. Vale a pena ir para o trabalho de tênis, e chegando lá coloque o sapato. O tênis é a melhor alternativa porque possui amortecimento e protege os pés, pernas e a coluna de impactos. Assim, a pessoa irá evitar lesões.   Não faça a caminhada com rasteirinhas. Isto porque elas não possuem nenhum amortecimento e ainda colocam os membros inferiores em posições desconfortáveis. O uso deste tipo de calçado pode levar a lesões.   A bolsa deverá ser leve, não faça caminhadas com bolsas pesadas ou com alças de um lado só. Você poderá substituir sua bolsa por uma mochila, assim distribuirá bem o peso e não sobrecarregará sua coluna.   Quanto à roupa que será escolhida para a caminhada, não é necessário vestir modelos específicos para praticar este tipo de exercício. A própria roupa do trabalho é uma alternativa.   Inicie devagar, deslocando-se pequenos trechos e estenda com o tempo. Isso fará com que aumente seu tempo e distância nas caminhadas sem sentir tanto cansaço.   Uma boa tática para driblar o cansaço de um dia de trabalho e conseguir voltar a pé para casa é pensar em algo que irá te motivar. Por exemplo, lembre-se daquela calça que está apertada e que com as caminhadas você perderá peso e conseguirá vesti-la. Outro ponto a se pensar é na economia de combustível ou com a condução que está sendo feita.

Atividade física pode reduzir ansiedade e trazer benefícios para a saúde mental

A vida moderna pode gerar transtornos de ordem psicológica em todas as idades, e uma das formas mais indicadas de prevenção e combate aos transtornos emocionais é a prática de atividades físicas regulares. Por este motivo crianças, adultos e idosos podem adotar um estilo de vida mais saudável que inclua exercícios físicos regulares, e com isso controlar a ansiedade, evitar adepressão, melhorar a qualidade do sono e da memória, além de apresentar melhorias no humor.   “Além dos benefícios físicos que são amplamente conhecidos, a prática de exercícios físicos aeróbicos é recomendada também por produzir um efeito antidepressivo, que protege o organismo do estresse e de seus efeitos sobre a saúde física e mental” explica a geriatra Dra. Janise Lana Leite, da academia Estação do Exercício e Saúde, especializada em musculação para idosos e grupos especiais. Nos idosos, a prática do exercício físico colabora com a manutenção da qualidade de vida, fortalecendo músculos e ossos, evitando a osteoporose e prevenindo quedas. Na parte psicológica, melhora as funções cognitivas, reduz o tempo de resposta, contribui para a integridade do cérebro e para a amplitude da memória. Além disso, o idoso que pratica exercícios físicos regularmente readquire a independência de movimentos, tem mais disposição para a interação social e previne os sintomas da depressão, afirma a especialista. Para os pesquisadores, a atividade física parece ter relação com a redução dos riscos de demência. Ainda que não se possa afirmar que a atividade física evite a demência, pode-se inferir que os idosos com demência perdem o interesse pelo engajamento em atividades físicas, o que os torna mais sedentários. Já os idosos não sedentários apresentam menos indicativos de demência, talvez pela participação nas diferentes atividades, de lazer ou de prática esportivapropriamente dita. Por outro lado, pesquisas identificam o aumento de uma proteína conhecida como BNDF após a prática do exercício físico. Tal proteína melhora a troca de mensagens entre os neurônios, sendo a responsável pelo surgimento, crescimento e especialização das células nervosas. “Ainda é cedo para relacionar a produção de BNDF com o exercício, mas é mais um indício de que a prática de atividades físicas traz benefícios inclusive para a estrutura e o bom funcionamento do cérebro” conclui Dra. Janise. FONTE: CorpuSaun