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Nove bons motivos para sua empresa realizar Análise Ergonômica do Trabalho

Análise Ergonômica do Trabalho – AET é um estudo desenvolvido por profissional capacitado em ergonomia para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. Ou seja, um documento que reúne análise de condições de trabalho como levantamento e transporte de carga, mobiliário, equipamentos, organização do trabalho e condições ambientais como níveis de ruído, iluminância, temperatura, umidade e velocidade do ar. Este estudo busca oferecer dados suficientes para implantação de melhorias no ambiente e postos de trabalho, levando em consideração a saúde, bem estar e segurança de seus colaboradores, contribuindo também na melhora do desempenho. Vejamos a seguir algumas razões para a realização dessa Análise: 1. Cumprimento da legislação A Norma Regulamentadora 17 é de observância obrigatória por qualquer empresa ou instituição que tem empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, incluindo empresas privadas e públicas, órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário. Esta norma estabelece parâmetros que permitem a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, e diz que para avaliar essas adaptações  cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho clique aqui para acessar a NR 17. 2. Prevenir multas Toda empresa está sujeita a fiscalização da DRT (Delegacia Regional do Trabalho). Caso não desenvolva nenhuma ação em ergonomia ou desenvolva ações insatisfatórias, pode ser notificada e obter prazo para elaboração dos documentos solicitados, e geralmente um desses é a Análise Ergonômica. Caso a empresa não cumpra o estabelecido, poderá ser multada. Somente a não conformidade com a NR 17, poderia gerar multas de R$6.704,45 a R$ 80.970,00 (valor calculado através da análise entre NR 17 e NR 28, de fiscalização e penalidades). Com isso cabe ressaltar que “engavetar Análise”, ou realizar a AET apenas por realizar não é uma boa alternativa uma vez que muitas ações fiscalizatórias têm exigido que a AET tenha prazos estabelecidos, espaço para anotação de andamento da melhoria (status do andamento dos processos de melhoria propostos) ou cronograma. Na legislação nacional, assuntos referentes à aplicação da Ergonomia aparecem em: 8 NR’s (Normas Regulamentadoras) da portaria 3214; Na CLT em 5 itens; em 27 outros itens (portarias, decretos, ordens de serviço, dentre outros). 3. NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico) A AET é uma importante ferramenta no caso do Nexo Técnico Epidemiológico, pois com a  inversão   do   ônus   da prova,    ou   seja,  com as  empresas   tendo que   provar que não são causadoras de doenças  ocupacionais, uma  AET em mãos facilitaria e agilizaria o processo.  Com o NTEP passa a ser considerada como doença ocupacional toda patologia com incidência    “estatisticamente” maior   do   que   a esperada,  através    do   cruzamento da CID (Classificação Internacional   de   Doenças)   com   o   CNAE   (Código   Nacional   de Atividade   Econômica).   Como  exemplo, podemos   citar   que   toda Tendinite (CID M65) em bancários (CNAE 65.21-8) será considerada como doença ocupacional,   até  prova   em   contrário. 4. Redução de imposto Outra característica do NTEP é a condições de analisar individualmente cada empresa e seu desempenho na questão da preservação da saúde de seus funcionários e assim cobrar diferenciadamente a alíquota do SAT. Empresas que investem em segurança e medicina do trabalho e obtêm bons resultados poderão pagar 50% a menos do que vem pagando de SAT e aquelas que não conseguem tal êxito terão que pagar até 100% a mais do que vêm pagando. 5. Contribuição no controle de Absenteísmo Diversos autores enfatizam que a etiologia do absenteísmo é determinada principalmente por condições de trabalho. Algumas razões que provocam essa situação são justamente condições desagradáveis de trabalho, empobrecimento e repetitividade de tarefas, organização e supervisão deficiente, falta de estímulo e motivação, entre outras (COUTO, 1987; ANSELMI, 1990; CHIAVENATO, 2002; FONTES, 2002). 6. Diminuição dos riscos de Doenças Ocupacionais é fato que as condições de trabalho inadequadas afetam a saúde do trabalhador, e sabendo que o desconforto é o precursor das doenças ocupacionais e de várias outras condições prejudiciais e que prevenir tem a ver com a eliminação das causas dos problemas, a Ergonomia pode colaborar para prevenção desses casos. 7. Relação Custo-Benefício é comum ocorrer perdas nos processos produtivos. Perdas como falhas na gestão de saúde, do meio ambiente e da segurança ocupacional são evidentes, diferentemente das perdas patrimoniais, de eficiência e de produtividade, que nem sempre são claras. Neste sentido, a Ergonomia torna as falhas e suas respectivas perdas evidentes e mostra caminhos para solução. Cabe aqui citar um comparativo importante: para cada dólar investido em prevenção obtém-se 4 dólares de retorno em produtividade (Revista Exame, 1995). 8. Saúde, Conforto e Segurança dos colaboradores A NR17 salienta que visa proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente, e portanto é isso o que a AET busca. 9. Processos de Certificação para obter algumascertificações tais OHSAS 18001; BS8800; NBR18800, ABNT, existem exigências de alguns requisitos de Ergonomia.   PENSE NISSO!             Andréia Suzin Santiago Fisioterapeuta Pós-graduada em Fisioterapia do Trabalho  

A dura realidade do trabalhador industriário

A mensagem é muito clara: “Exigir produtividade sem dar suporte e estrutura ao empregado pode até ser benéfico a empresa no curto prazo, mas é um desastre no médio e longo prazo.

Fumo passivo é a terceira maior causa de mortes evitáveis do mundo

Bares e restaurantes lotados e um fumacê com atitudes coercitivas. Esse cenário é comum para quem circula na noite teresinense. Porém, os males ocasionados só podem ser detectados depois, principalmente para os fumantes passivos. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o fumo passivo é a terceira maior causa de mortes evitáveis. Mesmo não sendo permitido fumar em locais fechados, de uso coletivo, como bares, restaurantes e casas noturnas, bem como em fumódromos e áreas antes reservadas para fumantes, em ambiente de trabalho ou lazer, uma coisa é certa: quem não fuma não é obrigado a respirar a fumaça dos outros. A Organização Mundial da Saúde estima que em 2030, 10 milhões de pessoas morrerão anualmente vítimas do cigarro. O mais grave é que sete em cada 10 dessas mortes ocorrerão em países em desenvolvimento. O cigarro é a principal causa do câncer de pulmão e é fator de risco para outros tipos de câncer (laringe, pâncreas, rim, bexiga), doenças cardiovasculares e respiratórias. O que mais tem assustado as pessoas em relação ao tabagismo, principalmente aqueles que não tem o vício, é saber que mesmo os não-fumantes estão expostos aos riscos causados pelas substâncias tóxicas presentes no tabaco. Adultos e crianças que convivem com fumantes em ambientes fechados, são chamados de ‘fumantes passivos’. O chamado “fumante passivo” é aquele indivíduo que não fuma, mas acaba respirando a fumaça dos cigarros fumados ao seu redor. A fumaça respirada pelo fumante passivo é uma combinação de mais de 400 substâncias químicas, na forma de partículas e gases como o cianeto de hidrogênio, o dióxido de enxofre, o monóxido de carbono, a amônia e a nicotina. Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, essa fumaça pode ser classificada como carcinógeno humano de “classe A”, isto é, um tipo de substância para a qual não há nível inócuo de exposição. Segundo o otorrinolaringologista Victor Campelo, as principais manifestações clínicas em fumantes passivos adultos são sintomas respiratórios em pacientes sadios, exacerbação de efeitos irritativos em pacientes alérgicos, aumento da taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares (25 a 35%), de câncer de pulmão, desenvolvimento de câncer do colo do útero, boca, garganta, laringe, esôfago, bexioga, rim, pâncreas, cérebro, tireóide e mama. “Asmáticos expostos à fumaça do cigarro têm maior risco de dispnéia (falta de ar) e de restrições das atividades diárias. Adultos continuamente expostos à fumaça do cigarro têm maior risco de desenvolver asma do que os não expostos (40 a 60%). As principais queixas físicas apresentadas pelos fumantes passivos são: ardência ou queimação das mucosas com irritação ocular e da garganta, náuseas, cefaléia, espirros, congestão nasal, rinite e tosse”, finaliza o especialista.