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As doenças que mais impactam no custo de assistência médica de uma empresa são aquelas modificáveis

Acessamos o resumo de um estudo lançado ainda este mês no Jornal americano de Medicina Ocupacional e Ambiental (Journal of Occupational and Environmental Medicine) que buscou avaliar a relação entre os riscos daquilo que eles chamaram de “saúdes modificáveis” com as despesas relacionadas com a produtividade. Além disso buscaram prever o tamanho da economia dos custos com as melhorias no perfil de risco para a saúde de um empregador dos EUA. Foram coletadas informações sobre 11 riscos modificáveis ​​para a saúde dos trabalhadores ativos que completaram uma avaliação de saúde. Estes riscos estão relacionados aos custos de assistência médica do empregador e com a produtividade dos funcionários. Foi utilizada uma análise multivariada para estimar os custos associados com alto risco, bem como o potencial de redução dos custos em relação a prevalência de risco entre os funcionários. Os resultados apontam que os riscos de saúde com maior impacto no total de custos dos cuidados médicos são a obesidade, a hipertensão arterial, a glicemia, os triglicerídeos elevados e os exercícios inadequados. Ou seja, as doenças que mais impactam no custo de assistência médica da empresa e na produtividade dos funcionários são aquelas modificáveis. Portanto, as “saúdes modificáveis” ​​estão associadas a maiores custos do empregador. O estudo conclui ressaltando que programas específicos que abordem esses riscos são adequados para economias financeiras substanciais. Fica a dica então. Não é viável economicamente a uma empresa atacar apenas o problema de saúde quando ele já está instaurado. Se faz necessário um rastreamento de saúde dos funcionários para que se possa detectar problemas modificaveis em sua origem. Estudo a toda hora demosntram que atitude preventivas se apresentam muita mais em conta. Talvez você goste desses artigos também: Os planos de saúde terão que falar menos em “CURAR” e passar a promover muito mais a palavra “CUIDAR” Empresas precisam fazer uma boa gestão de saúde dos funcionários para evitar perdas de produtividade    

A saga cômica de um maratonista!

Zero Hora lançou a duas semanas atrás uma série “Minha história na maratona”. Por 10 dias, um convidado ilustre contará suas vitórias, drama ou superação na Maratona de Porto Alegre. A 28ª edição da prova será dia 22 e neste ano trará novidades: a prova começará pela Zona Sul. A largada está marcada para a Avenida Diário de Notícias, em frente ao Barra Shopping Sul. Neste ano, a procura por inscrições foi intensa. O número de participantes superou os 4,5 mil, número de vagas inicialmente previsto pelo Corpa. Todos correm em busca de sua história. Como fez o cartunista Iotti, nosso primeiro convidado para contar a sua maratona inesquecível.   Me desculpe, Nova York! Tudo começou com uma aposta. Apostei com um amigo, dono de uma agência de viagem, que correria a famosa maratona de Nova York. Se eu completasse, não pagaria a passagem. O ano era 1997 e resolvi, antes de pagar um mico internacional, fazer um teste e correr a Maratona de Porto Alegre. Na época, a saída era no Parcão. Na manhã fria e ensolarada sai covarde, com as mãos geladas de frio e medo. Seriam 42 quilômetros. O primeiro pensamento que vem à cabeça de um maratonista neófito é: “o que estou fazendo aqui?”. Com o passar dos quilômetros, a situação vai estabilizando. Estabilizando na crise, diga-se de passagem. Porto Alegre se mostrava como nunca havia visto. Viaduto da Conceição, Mercado Público, Gasômetro, Beira-Rio… Correndo o tempo todo, num ritmo lesma voluntariosa. Hipódromo… orla do guaíba…e pasmo, observei, estava no bairro Assunção. No Assunção!!! De ônibus eu já achava longe, agora andava lá a pé! E o pior, teria que voltar! No km 30 alguém grita: – Agora o bicho vai pegar!!! Dito e feito. As pernas pareciam blocos de concreto. Luzes vermelhas piscando no painel de controle do corpo. O Olímpico aparece… Azenha. Mais um pouco a avenida Ipiranga, Zero Hora, Palácio da Polícia…. Penso corajoso: “agora não paro mais!” Olho para o relógio e vejo que estou correndo há mais de quatro horas. Goethe, viaduto da Goethe e o Parcão. O maravilhoso Parcão e uma linda , incrível, maravilhosa, placa escrito CHEGADA! Nova York que me desculpe, minha maratona inesquecível foi em Porto Alegre.